SOSsego Vila Madalena

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Vila Madalena, São Paulo, Brazil
o SOSsego Vila Madalena é um grupo de moradores do bairro que nasceu do grupo de trabalho “Diversidade e conflitos de Uso” criado na nossa Oficina do Bairro com Raquel Rolnik. o objetivo do grupo SOSsego é realizar ações e encaminhamentos junto às autoridades, para resgatar a nossa qualidade de vida prejudicada pelos excessos de uso recreacional nos bairros de Pinheiros. Somos moradores voluntários, sem interesse político. Desejamos um convívio harmonioso entre os setores comercial e residencial, para que desenvolvamos um COMÉRCIO SUSTENTÁVEL, a fim de reverter a degradação do nosso bairro. reunimo-nos regularmente na Paróquia de Sta. Maria Madalena, rua Girassol, 795. temos representantes constituídos na maioria das ruas do bairro, enviamos informes para os nossos membros por e-mail toda semana, e fazemos representações defendendo os nossos interesses em reuniões locais e no âmbito municipal. Temos feito abaixo assinado, petição, um mapeamento sonoro e debates.

terça-feira, 24 de março de 2015

Boa noite Vizinhos.
1. A nossa Nova Subprefeita é Harmi Takiya, respeitada geóloga, petista, ex Vice-Presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana, órgão vinculado à SP Urbanismo.
Esperamos portanto que ela continue zelando pelo meio ambiente, reconheça que a poluição sonora é crime ambiental e queira melhorar o nosso bairro ao invés de castigar as "zelites", com políticas populistas da ocupação do espaço público.
Estaremos marcando uma reunião em breve com membros da comunidade.



2. CIDADE ABERTA 24h
Segue abaixo o link para a cópia do boletim "Cidade Aberta" de 20mil exemplares, distribuído por Correios na semana passada pelo vereador licenciado Nabil Bonduki. Aparentemente mesmo com seu novo cargo de Secretário de Cultura, seu ambicioso plano político vai continuar sem relento.


Entre muitas propostas utópicas no boletim que seriam fora de alcance mesmo nas mais ricas e organizadas metrópoles do primeiro mundo, enquanto enfrentamos epidemias de dengue e falta de água, o boletim também cita com orgulho alguns projetos de lei nefastos criados durante seu tempo como relator do novo Plano Diretor Estratégico:

-A criação de Ruas de lazer 24 horas
-O novo e vasto Território de Interesse Cultural entre a Luz e a Avenida Paulista.
-A promoção do grafite como "manifestação pública de valor cultural realizado de valorizar o patrimônio público ou privado"

Como cobaias de laboratório, os moradores e comerciantes da Vila Madalena já conhecem muito bem as consequências do TERRORBANISMO CULTURAL praticado sob o olhar do nosso mestre urbanista.

Sobre a promoção do grafite, citamos o marqueteiro Roberto Dualibi (sócio-fundadador da DPZ) "Quem se reuniu com quem para concluir que poluir visualmente toda a cidade era um anseio coletivo?"

O nosso vereador dirá que, igual ao Carnaval de Rua, o Grafite não e planejado pois é uma "manifestação popular espontânea".

Porém, os moradores e comerciantes da Vila Madalena, sabem que o Grafite do bairro é um grande negócio que, através das constantes propagandas da SP-TURIS atrai turistas de mundo afora para serem assaltados no Beco do Batman. Além de beneficiar a indústria de tinta e canetas importadas, seu "patromônio público ou privado" muitas vezes é conseguido por meio de chantagem pelos próprios artistas que picham as casas para depois oferecerem seu serviço artístico pago. No meu caso específico, um grafiteiro casado com uma integrante da mais famosa ONG do bairro, se recusou a limpar a sua gigante assinatura pichada no nosso portão e, depois, por mais dois artistas com obras expostas em uma "galeria" local. Quando indagados por que não pichavam as suas próprias casas ou bairros, temos que aguentar um discurso sobre capitalismo e oprimidos.

No novo vídeo da primeira e longa fala do Nabil da reunião Balanço do Carnaval 2015, na Subprefeitura de Pinheiros no dia 4 de março, o Secretário de Cultura se esquiva da sua reponsabilidade pelo Carnaval de Rua de 2015, passando a culpa para "uma outra gestão".
Isso contrasta com a sua primeira entrevista como Secretário de Cultura em 19-01-2015, com a Maria Lydia no Jornal da Gazeta quando o Nabil deixa claro que está satisfeito com o trabalho do seu predecessor, Juca Ferreira e que deve "consolidar o que foi iniciado pela gestão" anterior  https://www.youtube.com/watch?v=YygcZa7fXlE

No vídeo da reunião da Subprefeitura Nabil ainda demostrou "estranheza" quando o SOSsego Vila Madalena divulgou no nosso informe nº 123 que foi ele que entregou mais de 85 desfiles para o bairro dizendo "não entreguei nada", abanando um impresso do informe e arrancando aplausos dos próprios blocos que diz não apoiar.
De fato foram bem mais dos 37 divulgados por ele, provavelmente mais de 100.
Ainda não devemos ignorar que um dos hérois do Carnaval (informe SOSsego Vila Madalena nº 133) Gustavo Feliciano Freiberg, supervisor de Cultura da Subprefeitura de Pinheiros é ex assesor do Nabil, e amigo próximo durante anos de ativismo cultural na Casa da Cidade, que promoveu abertamente os canditatos do seu partido no Conselho Participativo Municipal de Pinheiros, (informe SOSsego Vila Madalena nº59) junto à turma dos blocos que viraram Conselheiros e entregaram o bairro para "brincar" com os direitos da comunidade durante cinco semanas infernais.

Resumindo, para o Senhor Nabil dizer que nada tem a ver com o Carnaval de Rua no bairro é francamente risível.
 
O Secretário ainda foi enfático na reunião quando é questionado sobre os cachês dos blocos e ignorou a prova publicada no Diário Oficial: http://sossegovilamadalena.blogspot.com.br/p/httpwww.html

-"A Prefeitura não promoveu nenhum bloco durante o carnaval"
-"A Prefeitura não organiza os blocos"
-"Alguns blocos vêm de fora e podem ter patrocínios mas não da Prefeitura".

Um pouco antes da fala do Nabil, o Promotor Dr. Mauricio Ribeiro Lopes se despede da reunião pedindo mais tolerância dos moradores e comerciantes do bairro para o Carnaval de 2016, conforme o vídeo a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=IJ4pJ4td7Gg


Assim, como Nabil e seus amigos políticos, todos que não concordam são tratados como inimigos elitistas a serem desconsiderados e desrespeitados nos seus mais básicos direitos.
Conheço Nabil desde a nossa oficina do bairro em 2012 quando ele diz que eu "havia escolhido o lugar errado para morar", mais ainda fomos convencidos por ingenuidade a votar nele.

Depois descobri uma explicação pela infeliz constatação, pois quem o ajudou a bancar a sua campanha de 2012 foram parentes da casa noturna construída colada na nossa casa, que recebeu alvará de funcionamento junto a muitas outras nas mais precárias de condições, acabando com o nosso sossego para sempre, contribuindo para estragar a saúde da minha família, a ruína do nosso comércio de 15 anos, à iminente demissão dos nossos funcionários com registro em carteira de 14 anos e à desvalorização brutal do imóvel que atendia muitos dos preceitos que o próprio Nabil prega no plano diretor (fachada ativa com circulação para o público, moradia em cima do comércio local, de atividade criativa).
Como dito pelos blocos durante a minha participação no Seminário de Carnaval de Rua, "os incomodados que se mudem".
Enfim não me exponho desta forma para ferrar com o Nabil nem com as casas noturnas que estão brotando igual a árvores plantadas no meio do asfalto, digo isso para o nosso representante eleito e agora Secretário de Cultura para pensar e por bem: é isso que queremos para nosso bairro e à nossa cidade?
Em outra vez, Nabil falou sobre um abaixo-assinado que entreguei em suas mãos: "isso não é comigo - procure o executivo". Agora chegou a sua hora, Nabil. 


(Acima foram os votos dos participantes da nossa oficina organizada pela Casa da Cidade e Raquel Rolnyk)
Abraços,

domingo, 15 de março de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº 135 - hoje a democracia se fortaleceu!

Boa noite Vizinhos.

Hoje foi um dia repleto de realizações democráticas.
Graças ao apoio da nossa comunidade na eleição do Conselho de Política Urbana, a nossa chapa 14 ganhou no segmento de associações de bairro com uma larga margem, ultrapassado em números de votos apenas por outro e muito mais populoso segmento de movimentos de moradias.

E ainda teremos direito a duas vagas no conselho, um privilégio invejável!

Segmento: 01 - Associações de Bairro
Candidato Votos Vagas
Chapa Cidade Viva 479
2
Paulo Bizzo (São Benedito Legal) 301
1
Regina Monteiro (CIRANDA) 213
1
Mauro Calliari (SAAP) 130
0
Dalcio Franco (SAJA) 93
0
Votos Nominais:  1216
Votos Brancos: 2
Votos Nulos: 60
Total de Votos: 1278

Parabéns para nós e parabéns pelo Brasil verde amarelo e azul contra a corrupção!
Abraços,

sábado, 14 de março de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº 134 - três motivos para votar antes de protestar no domingo 15

Boa tarde Vizinhos.


1. antes de protestar pro ou contra a corrupção do nosso governo nesse domingo, suplico a vocês cidadãos contribuintes, que voltem a sua atenção a uma das raízes do problema. 


Enquanto não aprendermos a valorizar o nosso voto, a democracia não avança e os nossos governantes, políticos, juízes, promotores e servidores públicos continuarão utilizando seu poder e a coisa pública como se fosse um bem próprio a ser manipulado a servir seus interesses.

Para saber o local de votação no domingo, basta digitar o número do seu título de eleitor na página da Prefeitura.


2. Depois das infelizes constatações do nosso Subprefeito Angelo Filardo dizendo que "O caos existe no Iraque, não na Vila Madalena onde pela primeira vez no Carnaval os moradores conseguiram dormir antes do amanhecer" e de assistir ao chefe de gabinete na reunião pública do dia 04 de março, soltando os cachorros nos moradores e comerciantes do bairro que reclamaram (informe SOSsego nº 133), agora temos que suportar o próprio promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes em artigo da Folha de São Paulo em 07/03/2015 dirigindo mais insultos à nossa carente comunidade:

"Quem precisa de um parque ao custo de R$ 240 milhões, em valor de mercado, situado entre as ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá? Soa falso responder 'toda a cidade'. Tanto quanto dizer que interessa a toda a cidade que desapareçam blocos de Carnaval da Vila Madalena. São duas situações sinistramente semelhantes. Na primeira, a elite quer ver-se incluída; na segunda, quer se excluir tudo que não seja da elite."
Proferimos outra "situação sinistramente semelhante" quando, em 2011, o promotor rotulou de facista um outro grupo de moradores de Pinheiros que pleiteou o fechamento de um albergue com abaixo assinado de 1,2 mil assinaturas dizendo "É de causar inveja a qualquer higienista social do Terceiro Reich a demonstração de tal insensibilidade”.



Dr. Mauricio Lopes que mora em Higienópolis, onde seus vizinhos nem metrô queriam no seu bairro, demonstra desconhecimento e desprezo aos habitantes do nosso bairro, pois meus vizinhos são simples trabalhadores e aposentados, que sempre foram acolhedores e tolerantes à diversidade cultural, mas de repente, percebemos que a nossa comunidade está sendo exterminada por uma elite urbanista da USP que entregou o bairro para a indústria de entretenimento de cerveja e ensaios de TERRORBANISMO SOCIAL. 



Após de 7 meses da abertura do seu inquérito nº 370/14 versando sobre a ”insuportabilidade da vida comum na Vila Madalena em virtude de ter se tornado reduto de boemia”, podemos assumir que seu veredito já foi proferido sem nem sequer intimar as vítimas a depor.

Novo vídeo: "os moradores da vila madalena criam uma ilha de ódio num mar de xixi da carnaval"

Os nossos candidatos da CIDADE VIVA conhecem os problemas da Vila Madalena e estão compremetidos a lutar por um zoneamento sustentável nos bairros e pelo direito dos seus habitantes de zelar pela qualidade de vida:

3. O ex-relator do novo Plano Diretor Estratégico, o secretário de cultura, Nabil Bonduki divulgou no seu blog a sua chapa na eleição de domingo que "congrega professores e pesquisadores com grande conhecimento e atuação sobre a política urbana da cidade".
A principal candidata do Nabil é a urbanista revolucionária Raquel Rolnik, que participou junto com ele na nossa oficina de bairro em 2012 e apesar de terem atestado as demandas da comunidade na época, até hoje continuam apoiando com perverso interesse acadêmico os ensaios de TERRORBANISMO SOCIAL praticados no bairro.
A professora Raquel descreve na sua matéria "Dramas e Delícias do Carnaval": http://www1.folha.uol.com.br/colunas/raquelrolnik/2015/02/1587229-dramas-e-delicias-do-carnaval.shtml

"O Carnaval, assim como as festas, encontros e apropriações de espaço que estão ocorrendo, desafia a prefeitura a reconhecer essa mudança e a lidar com ela. Depois de um longo período em que o poder público não apenas fechou os olhos para o Carnaval de rua, mas tentou inclusive reprimi-lo, até mesmo acionando a polícia, nos últimos anos, finalmente, a prefeitura tem tentado planejar e organizar a festa"
"...Tudo isso só mostra que, ao contrário de cidades como Recife, Olinda, Salvador e Rio de Janeiro, que têm larga tradição de convivência com o Carnaval de rua, São Paulo ainda está descobrindo essa experiência. E provavelmente ainda levará alguns anos, entre tentativas e erros, para consolidar sua festa"
Sabemos porém que os carnavais "consolidados" citados continuam a trazer problemas crescentes, onde a violência já atinge níveis iraquianos:
A professora Raquel, depois de 6 anos como relatora especial da ONU por moradia adequada, de tão adiantada e qualificada no assunto, aparentemente se esqueceu dos seus próprios vizinhos que estão sendo privados da sua dignidade, a favor de uma privatização do espaço público.

Na utopia do novo plano diretor "Os espaços privados individuais talvez se tornem ainda menores, mas estarão disponíveis para todos, e a oferta e a qualidade do espaço público e sua utilização democrática serão máximas":
A turma do Nabil Bonduki, Mauricio Lopes, e Raquel Rolnik, servidores públicos, influentes, abastados e poderosos, morando na segurança dos seus enclaves privilegiados, estão se revelando aos poucos como sendo a tal "Elite Burguesa" se impondo com suas políticas pseudo-socialistas na cidade, à revelia dos desejos das populações moradoras locais, e beneficiando minorias extremistas e interesses corporativos. Cegadas pelas suas convições, fins que justificam os meios, só conseguem enxergar os resultados desastrosos pela óptica de seus aros de lentes rosadas.
No domingo, vai ser a nossa chance de inverter um pouco o desequilíbrio.

Abraços,

quarta-feira, 11 de março de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº133 -homenagen aos heróis do carnaval 2015

Boa noite vizinhos.

1. no banco dos réus
enquanto uma boa parte do bairro está ocupada juntando os cacos que sobraram da nossa vida pós-carnaval, estamos editando ainda as quase 4 horas de filmagens feitas na reunião pós carnaval. mas as principais notícias foram relatadas fielmente pelo nosso colega José Luiz Teixeira na sua página a Voz da Vila ou pelo link https://www.facebook.com/media/set/?set=a.512216575528121.1073741828.509369492479496&type=1
Segue o julgamento sumário do promotor, Dr Mauricio Ribeiro Lopes, vestido a caráter, responsabilizando a Prefeitura pela organização caótica do carnaval, mas não pelos danos causados:


2. homenagem aos heróis do carnaval
Se a reunião da 4ª feira foi polêmica, para piorar, recebemos uma enxurrada de e-mails indignados com a divulgação no dia 06-03-2015 da homenagem aos apoiadores da SEGD' BOA na Gazeta de Pinheiros  onde o nosso Subprefeito, e representantes da secretaria de cultura foram diplomados e tratados como heróis de guerra que salvaram o nosso bairro do caos.


Como esfregar sal nas feridas da vítimas, o Angelo Filardo não se conteve, soltando mais uma das suas frases de TERRORBANISMO social “Todos que receberam o certificado trabalharam além da obrigação que tinham para amenizar os efeitos do Carnaval sobre o bairro, de modo que não houvesse uma situação de caos. O caos existe no Iraque, não na Vila Madalena onde pela primeira vez no Carnaval os moradores conseguiram dormir antes do amanhecer e as ruas estavam limpas no dia seguinte”

Julgando pela declaração do Subprefeito, devemos perguntar para Cassio Calazans se as suas câmeras estavam apontando para a Vila Madalena ou Higienópolis, o bairro sossegado do Promotor.
Entre os outros homenageados da Prefeitura pelo belo trabalho no Carnaval foram:
Wagner Roberto Ribeiro Soares (chefe de Gabinete da Subprefeitura de Pinheiros)
José Mauro Gnaspin (representante da Secretaria de Cultura)
Gustavo Feliciano Freiberg (supervisor de Cultura - Subprefeitura de Pinheiros)


Estes heróis da administração pública, "além da obrigação que tinham para amenizar os efeitos do Carnaval sobre o bairro", permitiram que a mega privatização do espaço público de 5 semanas e mais de cem desfiles occorresse sem limitação dos blocos, sem limitação dos dias, sem inibição dos ambulantes, sem limitação dos carros de som, sem banheiros suficientes, sem fiscalização adequada da CET e sem controle noturno até amanhecer para a maioria dos dias, assim desrespeitando as nossas reivindicações protocoladas em setembro do ano passado, com 1424 assinaturas.

Na parte dos moradores e comerciantes prejudicados devemos agradecer apenas a PM a GCM e os funcionários da Prefeitura que não promoveram o evento e que foram obrigados a também participar sob condições degradantes no pior carnaval de rua da história de São Paulo.

3. há 31 dias o SOSsego Vila Madalena esta sob censura
Em 07-02-2015, fui ameaçado de processo por um dos heróis do carnaval, o chefe de Gabinete da Subprefeitura de Pinheiros Wagner Roberto Ribeiro Soares, se divulgasse a sua imagen sendo indagado no conteiner da "SEGD' BOA" sobre a falta de fiscalização de um pancadão de madrugada no vídeo de 07-02-2015. Como respeitamos a sua privacidade enquanto exercendo cargo público, temos outra gravação demostrando comportamento similar na reunião pública do dia 04 de fevereiro, soltando os cachorros nos moradores e comerciantes do bairro que reclamaram.


A sua postura, indiferente aos direitos do cidadão, se repete no dia a dia da Prefeitura, onde temos vários ofícios endereçados a ele solicitando vista de processos de alvará sem retorno desde o ano passado. Como não tenho interesse político ou econômico na Subprefeitura, não tenho bloco, projeto "PPP" de segurança ou um bar precisando de "Parklet" para aumentar meus lucros, (sendo apenas um conselheiro Eleito do Cades- PI que se recusa a calar diante dos absurdos), fico como o restante da comunidade, sem respostas e sem direitos.



4. os próximos passos
Faremos uma reunião ordinária do SOSsego Vila Madalena em breve para definir os próximos passos no MP e no judiciário, mas antes disso temos um dever democrático obrigatório, nesse domingo, 15 de Março:


A nossa Colega e Vizinha Angela Campo está correndo na chapa da CIDADE VIVA na eleição do Conselho Municipal de Política Urbana, junto com Sergio Reze e Heitor Marzagão que apoiaram o SOSsego Vila Madalena em diversas ocasiões.
A minha Elba 95 (o carro que derrubou o presidente Fernando Collor do poder) estará à disposição da comunidade no domingo, e temos panfletos de divulgação disponíveis no nosso comércio e residência, rua Inácio Pereira da Rocha, 172.
Abraços,

quarta-feira, 4 de março de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº132 - convite para palestra de URBANISMO TERRORISTA HOJE às 19h na Subprefeitura de Pinheiros

Bom dia Vizinhos,
1. Segue em anexo cópia das infelizes constatações do nosso Subprefeito por mais um pouco, domingo passado, na Folha de São Paulo, demonstrando o seu costumeiro descaso com a comunidade e reafirmando o seu perigoso TERRORBANISMO social que em breve vai ensinar aos seus alunos na FAU.
"Deus queira que a gente nunca veja de verdade o que é o caos nem na Vila nem em outro lugar....Caos é no Iraque, era na Bósnia-Herzegóvina. As pessoas não têm noção do que é caos. Melhoramos neste ano um problema que já foi grave: a dificuldade para o morador chegar em casa, de não receber socorro em emergências. Não me entenda mal. Não estou dizendo que tudo estava bem. Digo que um mínimo de civilização permanece. Passadas algumas horas, tudo volta ao normal."
Farei meu discurso na nossa reunião hoje na Prefeitura de Pinheiros, às 19h em volta do tema gentilmente proferido pelo nosso Professor: "como praticar uma limpeza social em apenas 2 anos numa comunidade centenária, cujo único pecado é não apoiar o marxismo de Guilherme Boulos".
É necessário ler o artigo a seguir do revolucionário Guilherme Boulos como referência para nosso dever de casa, quer dizer, quem tiver uma casa no bairro ainda.
2. Outro tema que poderemos explorar na reunião seria a PRIVATIZAÇÃO do ESPAÇO PÙBLICO com o representante da secretaria de cultura Zé Mauro que, durante o GT do Carnaval, foi proponente de um subsídio no preço da cerveja, enquanto o nosso pleito era de coibir a sua venda.
Conforme outra Matéria da Folha de São Paulo a Prefeitura autorizou 1.619 ambulantes a atuarem nas vias onde haveria blocos de rua na vila. Considerando que a folia se concentrou em cerca de 15 quarteirões (formados pelas ruas Mourato Coelho, Fradique Coutinho, Fidalga, Aspicuelta e Girassol) foram mais de cem ambulantes autorizados por quarteirão. E, levando em conta o número máximo de 15 mil foliões permitidos no perímetro da folia no último sábado, tinha-se um ambulante para cada dez foliões.
Como não tinha meios de fiscalizar o exército "legalizado", podemos supor que muitos haviam falsificado os seus crachás e havia ainda muito mais (falam se em 4 mil).
Temos depoimentos de ambulantes que foram terceirizados por um cartel que fornecia o cadastro e a bebida, pagando uma comissão pela quantia vendida.
As vielas locais foram tomadas para usar como entreposto por ambulantes com arma na cintura.
Bem que o Angelo Filardo avisou logo nas primeiras reuniões do CADES-PI "eu não mando em nada - o que manda é a Lei da Rua"
3. Longe de serem "espontâneos" a maioria dos blocos foram bancadas por bares, casas noturnas e pela AMBEV, enquanto muitos outros ganhavam cachê da prefeitura http://www.docidadesp.imprensaoficial.com.br/NavegaEdicao.aspx?ClipID=089LPNAIVNPKAeC15CDO6H7F3IM&PalavraChave=bastardo
Contrariando as declarações do Nabil Bonduki que tinha "apenas" 37 blocos tivermos em torno de 100 desfiles.
4. A promessa do Guilherme Varella, ex-chefe de gabinete da secretaria de cultura, de que teríamos estrutura adequeda também virou fantasia de carnaval, pois nas primeiras semanas mal tinham fiscais da CET para fiscalizar a entrada de veículos em áreas de estacionamento proibido, como na noite da 6ª feira 13 quando, de acordo com a site da Prefeitura, tinha apenas 21 fiscais para a região central e Vila Madalena e que "não foram registradas ocorrências graves"...
Segue abaixo a chamada recebida pelo Grupo de Trabalho do Carnaval de Rua do Conselho Participativo de Pinheiros convidando a comunidade para levantar os "acertos e erros" do carnaval, com o promotor do MP Dr. Mauricio Ribeiro Lopes hoje, quarta-feira, dia 4 de março, às 19:00 na Subprefeitura de Pinheiros.
Para quem recebeu os "acertos" dos vândalos e hordas bêbadas tem o dever de comparecer hoje, e perguntar pelos nossos representantes eleitos, que tem a coragem de dizer que "a participação da comunidade é muito importante", por que as nossas reivindicações protocoladas em setembro do ano passado, com 1424 assinaturas, que já previam todos os "erros" cometidos, foram tratadas como se fossem jornal para forrar a louça na mudança dos que estão colocando as suas casas à venda.
- a reunião, com a presença dos blocos, promete ser acalorada, pois foi ali sob ameaças de "quem não queria iria se danar", que nasceu o carnaval 2015 e, conforme promessa do promotor, devem "renascer das cinzas" o bairro e o carnaval de 2016.
Tem que admirar, eles não desistem mesmo mas, como o provérbio mineiro diz, "de sementes mal plantadas nascem frutas podres".
Abraços,


O GT Carnaval 2015 na Vila Madalena convida a todos para o encontro Pós Carnaval para levantamento dos erros e acertos ocorridos durante o evento.

DATA - 04 MARÇO
HORA - 19:00 
LOCAL - SUBPREFEITURA PINHEIROS (Av. Frederico Herman Jr., 595)

Já está confirmada a participação de:
Subprefeito - Angelo Filardo
Promotor de Justiça - Dr. Mauricio Ribeiro Lopes
Representante Sec. Cultura - Zé Mauro

Ainda por confirmar a participação de:
Representante Polícia Militar -
Representante CET - 


Por favor, retransmitam o convite as vizinhos, a participação da comunidade é muito importante.


Atenciosamente,

GT Carnaval 2015 na Vila Madalena
(Cassio Calazans // Leo Gola // Madalena Buzzo)

domingo, 1 de março de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº131 - o Carnaval acabou mas a luta continua

Boa tarde Vizinhos.
 
Peço desculpas pelo acúmulo de notícias a serem relatadas:
 
1. Na quarta-feira tivemos uma reunião no Gabinete do Vereador Ricardo Young para discutir os problemas do Carnaval e das noites sem fim da Vila Madalena.
 
Evitando a qualquer custo politizar a causa, devidao à importância dada ao assunto na mídia e na opinião pública, penso que não tem mais como evitar que o tema entre na esfera legislativa, enfim a nova Lei de Uso e Ocupação do solo se aproxima e não podemos ficar de fora.
 
No primeiro instante ficou acertada uma reunião preliminar daqui a um mês, com a comunidade aqui no bairro, para documentar os problemas e, se concordarmos, levar posteriormente para um fórum multipartidário, na Câmara com o intuito de encontrar soluções para os impactos de vizinhança e degradação do bairro, através de mediação em termos iguais entre a sociedade civil (moradores e comerciantes), a Prefeitura, e o MP.
 
2. Na mesma linha, recebemos ontem cópia da curiosa carta em anexo do Chefe de Gabinete do Vereador Jair Tatto endereçada ao Prefeito Fernando Haddad que, mesmo sendo do mesmo partido que apoiou o Carnaval de Rua, aparentemente cobra uma posição do Prefeito referente a nossa solicitação de redução de dias do Carnaval no bairro.
 
Resumindo, o meio político e cotidiano da cidade de São Paulo pode ser guiada por motivos econômicos, mas também por intenção de votos na próxima eleição e o Carnaval na Vila Madalena virou uma bomba relógio que precisa ser desarmada até lá.
 
3. Nova campanha
O nosso "filmezinho" no YOUTUBE (termo usado pelo sub na reunião do MP) da 6ª feira 13, já está chegando à 54 mil visualizações, porém os blocos também estão fazendo ibope na internet, pois o "Vai Quem Qué" já arrecadaram de maneira "espontânea" r$25.510 no site de "Crowd Funding" Catarse:
 
 
Daí surge a pergunta: por que não fazemos o mesmo para arrecadar fundos, bancar um advogado, material impresso, e uma causa na justiça pedindo ressarcimento do IPTU e ressarcimento de danos pela Prefeitura?
 
4. Balanço do Carnaval
Segue link da excelente matéria da Gazeta de Pinheiros que conseguiu demonstrar com clareza o abismo de pensamento que existe entre os "atores" que promoveram o Carnaval de Rua no Bairro e os direitos da comunidade.
 
 
NABIL BONDUKI (Secretário Cultural de Cultura) - “Uma questão que é fundamental é separar o que foi o Carnaval de Rua dos blocos daquilo que foi uma invasão da Vila Madalena"
-O nosso doutor de urbanismo e revolução cultural recusa-se a relacionar causa e efeito, pois foi justamente o apoio da Secretaria de Cultura dado aos blocos que atraiu o público para o bairro, e ainda insiste que houve "apenas" 37 blocos, enquanto os desfiles passaram de 100. Do desastrado urbanismo petralho promovido por Nabil lembramos a frase do Voltaire "O mais competente não discute, domina a sua ciência e cala-se".
 
WAGNER SOARES (chefe de Gabinete da Subprefeitura de Pinheiros): "Outro fato negativo, na minha opinião, foi colocar o Carnaval na Avenida Paulo VI, um medida imediata para solucionar um problema. Estes blocos deveriam estar em outra região, pois atingem de 30 mil a 60 mil pessoas em um dia, no mesmo dia e horário em que um público de tamanho semelhante está na Vila Madalena. Quando termina este evento oficial, o pessoal acaba indo para o bairro, para ruas como Aspicuelta, Fradique Coutinho e Wisard. O poder público precisa entender que este fato é um evento, não é um fato espontâneo"
 
Até que enfim caiu a ficha que a farra não tem nada de espontânea, pois trata-se de promoção da privatização do espaço público.
 
CÁSSIO CALAZANS (presidente da Sociedade Amigos da Vila Madalena -Savima) "Não adianta ter mais de 60 blocos e seis finais de semana, o bairro não aguenta"
 
-Abrigados no seu contêiner no Mourato Coelho, Cássio e Wagner Soares assistiram pelas suas câmeras de segurança a destruição do bairro por vários finais de semanas seguidos, sem poder socorrer os moradores sitiados e, ironicamente, ainda recebi ameaça de processo civil se divulgasse as nossas filmagens das autoridades.
 
TOM GREEN (coordenador do SOSsego Vila Madalena) “Para amenizar os transtornos do Carnaval de Rua na Vila Madalena no ano de 2016, basta a Prefeitura atender às nossas demandas protocoladas em setembro de 2014, apoiadas com 1.424 assinaturas da população moradora local e comerciantes do bairro, que foram desconsideradas em 2015" -apenas no último final de semana do Carnaval, algumas das nossas demandas foram atendidas, surtindo efeitos positivos.
 
MADALENA BUZZO (conselheira eleita do Conselho Participativo Municipal de Pinheiros) "Neste ano tentamos estabelecer por meio do Grupo de Trabalho para o Carnaval um diálogo desde a Copa do Mundo entre blocos, poder público e moradores"
 
-Parabéns pelo belo trabalho Madalena, demonstrou perfeitamente o caminho dos conselhos populares - veja a coluna do Carlos Ayres Britto no Estadão "temo pelo pássaro da cidadania a trocar o vôo pelo saltitar na gaiola dos conselhos populares ou coisa que valha"
 
 
 
5. Adeus Angelo Filardo.
 
 O carnaval da Vila Madalena acabou, e junto vai um dos responsáveis pela organização do evento conforme a post na sua página do FB.
 
"Amigos, saiu hoje minha nomeação para o cargo de professor da FAU (Diário Oficial do Estado de hoje, 28/2, cad. Executivo II, pp. 129-130), em regime de tempo completo (RTC, 24h semanais). Gostaria de tornar de conhecimento dos amigos algumas informações, porque o ambiente anda bem envenenado e informação previne fofoca.
1. Após três passagens pela Fau como temporário, inscrevi-me em dois concursos em RTC a cerca de um ano atrás, regime compatível com o exercício de função tecnico-cientifica. Fui indicado no segundo deles. Para conseguir me preparar para o concurso, tirei 50 dias de férias. Informação importante para quem eventualmente quisesse afirmar que prejudiquei o Povo de São Paulo estudando enquanto deveria cumprir meus deveres de subprefeito.
2. Os dois concursos foram divulgados pelos meios usuais, o mais acessivel deles (que eu vinha acompanhando e pelo qual fiquei sabendo do Edital) sendo o site da USP, link 'editais e concursos' da pagina inicial. Nos dois casos, acabaram concorrendo apenas dois candidatos. Eu não entrei no primeiro e entrei no segundo. O perfil ideológico dos candidatos era bastante homogêneo. Essa informação é relevante para aquelas pessoas, amigos inclusive, que acreditam que os petralhas são capazes de aparelhar até banca da USP. Vergonha alheia, peço desculpas aos colegas da Universidade por ter que escrever isso.
3. Segredo cuidadosamente escondido na pg. 42 do DOE de 14/01/2015, terei que deixar o cargo de subprefeito, voltando à condição de arquiteto de carreira da Prefeitura. Farei isso a contragosto, até o final de março, aproximadamente, como condição para assinatura do contrato docente. Deixo uma tarefa pela metade, fico devendo a todos os que vinham confiando em mim neste tempo em que estive à frente da subprefeitura de Pinheiros, mas não poderia deixar passar o que seria minha última chance, aos 53 anos, de ingressar na Fau, um sonho dos poucos que me permiti nos últimos anos".


Entre os que lamentam a saída na página do Angelo deve ter alguns dos "empreendedores" noturnos do nosso pedaço beneficiados por alvará de funcionamento concedido durante a sua gestão de maneira bastante suspeita, mesmo não atendendo as mínimas condições de isolação sonora ou segurança e até em vias cuja largura não permite qualquer tipo de comércio, colada com residências de moradores bastante vulneráveis, pobres, idosos, crianças e trabalhadores.
 
O resultado de tal irresponsabilidade administrativa já esá aparente, a degradação do ambiente, o acossamento e fuga dos moradores e comércios tradicionais em volta, tudo em nome da privatização do espaço público.
 
Devemos ponderar se a referida "tarefa pela metade" será concluída pelo seu sucessor, com a extinção por completo da vida residencial na baixa Vila Madalena.
 
6. Apoio acadêmico
 
Esta visão diaspórica é compartilhada pelo seu colega da FAU, Franscisco Saes, que se deu ao trabalho de reconhecer os direitos dos moradores na sua tese de Mestrado sobre a apropriação do espaço público no bairro e nos dedicou este testemunho após o Carnaval 2015.
 
"Aos moradores restam dois caminhos face aos fatos que se apresentam: vender seu quinhão de chão/lar, pegar seu dinheiro e mover-se para um enclave condominial no Km X ou Y da Rodovia A ou B (e contribuir para o movimento pendular trabalho-residência, prejudicando ainda mais a mobilidade na cidade e ficando refém do carro) ou permanecer no bairro e através de uma posição firme e pautada por reivindicações e luta pela moradia saudável e possível no local, exercendo sua face cidadã, de direito à cidade e cobrando do Estado um planejamento real. Minha leitura do bairro indicou conflitos maiores do que eu suspeitava e que há anos vem correndo e se agravando. A tal ponto que durante a Copa do Mundo a situação chegou ao seu extremo, com o bairro transformado em terra de ninguém, o que tem continuidade com o Carnaval. Até os bares foram fechados por invasão e casas e prédios sofreram com a sujeira, barulho e drogas na região e um afluxo de pessoas que beirou a insanidade".
 
7. Essa reclamação não tem prazo para ser atendida
 
Mais uma das promessas do Sub Prefeito era a descentralização do PSIU e reforço para a região Pinheiros, mas mesmo entregando as nossas reivindicações para a Subprefeitura, ao Nabil Bonduki e ao Prefeito Haddad, vemos um atendimento sucateado e desacreditado pela população:
 
 

8. Preparatória para a reunião na 4ª feira, 04-02-2015.
na reunião promovida pelo nosso Conselho Participativo Municipal podemos esperar muito ruído de moradores e comerciantes descontando a sua raiva. Sugiro no entanto que nos prepararmos com falas objetivas e questionamentos ao poder público: por que não fomos considerados em 2015 e quais medidas serão tomadas. Idealmente, todas as denúncias na reunião devem ser feitas com cópia por escrito aos nossos cuidados, servindo como prova para qualquer ação posterior.
 
IMPORTANTE - Precisaremos emprestada uma câmera gravadora com memória e bateria para pelo menos 3 horas de autonomia.
 
9. Nossa Candidata para o CMPU
 
Conforme o convite abaixo, no dia 15 de março, um domingo, ocorrerão na Subprefeitura de Pinheiros, novas eleições para o Conselho, e a associação AMadá, representada por nossa colega, Angela Campo, integra uma das chapas no segmento 'Associações de bairro'.
 
A Angela é militante no bairro pela a qualidade de vida dos Paulistanos e apoiou fielmente todas as campanhas do SOSsego Vila Madalena, por favor não deixem que outra entre no seu lugar!
 
abraços,
 
Tom Green,
 
(11) 3814-3799

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Informe SOSsego Vila Madalena nº130 - Nabil Bonduki e urbanismo de novela.

Boa noite Vizinhos,
 
Doa a quem Doer.
 
1. A repercussão da nossa divulgação das atrocidades promovidas pela Prefeitura de São Paulo no Carnaval já esta gerando mudanças, pois na 6ª feira, conforme publicado no diário oficial da cidade, o prefeito Fernando Haddad exonerou uns dos responsáveis pela organização do evento, o chefe de gabinete da Secretaria de Cultura, Guilherme Varella.
 
Mesmo recebendo as nossas nossas reivindicações protocoladas em setembro do ano passado, com 1424 assinaturas, o Guilherme falou em entrevista, ao G1, no dia 29-01-2015 que "a Vila Madalena tem uma atenção especial em relação ao trânsito, em relação a segurança""todas as demandas dos moradores foram assimiladas".
 
Agora restou a questão da responsabilidade do seu superior:
 
Em entrevista na Rádio Bandeirantes no dia 17 de fev na rádio Bandeirantes (altura 41minutos) O secretário de cultura Nabil Bonduki tenta nos convencer de que a Rede Globo e a novela Vila Madalena de 1999 são responsáveis pelos males no bairro. 
 
Na sua entrevista na Carta Capital no dia 19-02-2015  http://www.cartacapital.com.br/sociedade/nabil-bonduki-derrubar-resistencia-espaco-publico-7966.html Nabil diz que
 
"O carnaval foi muitíssimo bem sucedido, com pouquíssimas ocorrências e brigas. Foi muito bonito, havia blocos com bandinhas de pessoas do próprio bairro... é um processo por meio do qual as pessoas vão se acostumando a usar o espaço público“....
 
"De fato há exageros em áreas com muita concentração de pessoas, isso gera a resistência na população local. A Vila Madalena é o foco principal desse problema, e o que acontece lá ganha muito destaque na imprensa. A questão, entretanto, está restrita a uma área de seis a oito quarteirões em uma cidade com milhares de quarteirões. É um fato extremamente localizado, muito amplificado pela mídia".... 
 
"Toda mudança gera resistência, mas a maioria da população da cidade apoia o Carnaval de rua. Temos problemas locais a serem enfrentados. Sempre existe, contudo, um mau-humor em relação a manifestações públicas, fruto do conservadorismo de São Paulo”, avalia o urbanista. E conclui: “é fundamental uma articulação para um maior entendimento do que significa usar o espaço público e, assim, derrubar essa resistência”...
 
Percebemos novamente não apenas um discurso político e populista jogando pobre contra burguês, mas sua insistência de promover um evento que causa danos permenentes à fragilizada população moradora tradicional, marginalizada e carente, esmagada e expulsa pela incessante sede da privatização, politização, e invasão do espaço público durante nada menos que 6 semanas consecutivas.
 
2. Outra mentirinha sendo promovida pela secretaria de cultura é da quantidade de blocos no bairro, que em diversas ocasiões citam com sendo "apenas" 37, porém foram divulgados mais de 67 desfiles nas imediações no site da Prefeitura passando de 100 desfiles se for contar com os informais.
 
3. Por completar dizem que não promovem a festa, mas no arquivo do Diário Oficial em anexo consta cachê rolando solto para seus amigos.
 
Desta forma perguntamos para nosso Prefeito se a responsabilidade pelo ocorrido deve restar apenas ao Guilherme Varella que cumpria ordens ou caberia ao seu superior?
Um abraço,